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Escrito por TøN às 11h17
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Singular a dois
│ parte I │
Perversa e majestosa. Ao longo do anoitecer a escuridão transpira de maneira lancinante o clima propício. As estrelas são as únicas observadoras que contemplarão o templo ser palco da arte mais bela que o ser humano pode produzir. A sintonia perfeita. Um eco aconchegante é soado aos ouvidos do mundo, aos ouvidos da vida.
Dedos ágeis e escamosos realizam o movimento simples já então exercido muitas outras vezes. O pequeno corpo atritado cospe a faísca e a chama produzida é lançada diretamente ao seio da lareira. Entre a lenha já surrada pelo uso e a recém colhida, as labaredas iniciam de mãos dadas uma dança, uma suave melodia. O aquecimento necessário para o momento começa a ser exorcizado. Os elementos ao redor percebem o afastar do frio e da solidão.
Dedos ágeis e delicados fazem a escolha correta. A canção encontra um solo fértil para soar. As pequeninas taças cristalinas são envolvidas. Um mínimo movimento é realizado e o néctar adentrado à jarra é despejado em simetria. O sabor comove angelicalmente os finos lábios rosados. O prazer medieval é degustado em profunda satisfação.
Os olhares fixam-se calorosamente. Apenas um segundo eterno separa as almas do que elas sempre esperam. Pouco a pouco o segredo é despido. O pulsar torna-se mais forte e lento. A ansiedade percorre todos os poros até transformar-se em uma vontade incontrolável. O sentimento ali existente consome a mente, o tempo, e a realidade. O desejo atinge seu ápice nunca antes alcançado. A explosão cria uma força cósmica que atravessa todas as artérias universais.
Instrumentistas e poetas sulistas, ambos sobreviventes da calada noite gótica, começam a se preparar para a mais bela composição que os céus puderam dar existência.
Escrito por TøN às 02h18
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11 de Setembro
“Das altas torres apenas o pó prevaleceu
O império capitalista se rendeu à mente
Um simples ataque e muito se perdeu
Os grandões estão diante do novo oriente
No mundo existe a maior democracia
A qual deixa morrer 25 mil pessoas por dia
No mundo há os que de tudo comem
Há também crianças que por fome morrem
A humilhação por muito tempo comandou
Culpados os sistemas monetários vão além
A vergonha norte-americana ao trono das gerações sentou
Ao regime totalitário os poderosos são reféns
A pobreza e a desgraça superam a cultura
Para a nova era nem o dinheiro terá a cura
Os cisnes perderam toda sua glória
Gansos estão migrando para o céu da história”
Cleyton Carlos
Escrito por TøN às 12h25
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Teatro Capital
Olá? Estão me ouvindo? Certeza? Posso começar?
Vivemos um teatro, incapazes de pensar ou agir. Não vivemos uma realidade, não vivemos uma vida, vivemos páginas mal escritas. Rabiscos feridos por analfabetos da vida, sem sabedoria ou vontade alguma de viver. Respeitamos rigorosamente suas farsas, cumprimos religiosamente seus parágrafos desconcertados. Pulamos linha a linha, página por página, na ocasião das letras certeiras, das formações significativas, expressarem nosso valor, nossa existência. Somos participantes ávidos do contexto, mas nem sabemos disso, apenas seguimos o abrir e fechar das cortinas. Rascunhos cada vez mais cansativos, consumidores de mentalidades inocentes. Agora, vamos lá, venha cá, não siga por ai, volte, me escute, obedeça. Adesivos de intelecto, sem coragem para enfrentar os dragões. Olhares secretos, possuidores de expressões sem ocasiões. Sonhos indecifráveis, pensamentos inimagináveis, sentimentos inexistentes. Em diversas línguas, nas totais escrituras, figuras ou símbolos egípcios, nada escapa aos olhos dos cegos, nada escapa a insanidade dos loucos. Nenhum feitiço será capaz de realçar a verdade, evidenciar nossas palavras, nossos apelos. A esperança contracenará com a solidão, com o desespero, com a realidade irreal. Através das janelas fechadas, todos fixam olhares no desconhecido, no já sabido destino temeroso. Esforçamo-nos ao máximo para que o público não perceba nosso cansaço, nossa dor, nosso suor queimando a alma, não queremos demonstrar desobediência em momento algum. Seguimos milímetro a milímetro do que nunca foi ensaiado, do que foi lido, do que foi dolorosamente escrito. A vida não nos permite ensaios. A platéia culta fica atenta, encantada com a peça. O público é formado por célebres convidados, presenciais históricos com todo o jus. Solidão, Ódio, Medo, Lembranças, Falsidade, Egoísmo, Derrota, grandes nomes presentes no teatro da vida. Gula, Avareza, Soberba, Luxúria, Preguiça, Ira e Inveja também são sempre pontuais na chegada. Ademais, são esses últimos sete convidados os causadores das maiores euforias, das maiores atenções voltadas. É em nome deles que direcionamos nossa vida teatral. Os aplausos sempre surgem, a platéia sempre feliz com o espetáculo, mais uma vitória deles, mais uma derrota da mente humana, mais uma lágrima para o afogamento do coração. Alguns momentos são exteriorizados para a história da humanidade, ou, pelo menos, do que achamos ser humanidade. Ao final do teatro, cotidianamente, observamos um convidado, ou melhor, um ser considerado intruso pelos demais convidados, que sequer nem ao menos se levantou ou aplaudiu o espetáculo. Lágrimas cristalinas escorrem por sua face oculta. Sentimos, mesmo de longe, o pulsar frenético de seu coração, bombeando um fio de luz por todos os poros do saguão universal, para todos os outros convidados – os mesmos que o consideram um intruso indesejável. Não devíamos, mas ficamos estranhamente insatisfeitos. Quase sete bilhões de atores aplaudidos, um público intelectual de peso, mas um infeliz ser na última poltrona não se levantava, nunca aplaude, muito menos sorri, o que acaba sempre nos intrigando. Desconsideremos tal desconsideração, ademais, quem possui a mentalidade voltada à, repito, Gula, Avareza, Soberba, Luxúria, Preguiça, Ira ou Inveja, não se deve importar com tão pouca coisa. Aliás, devemos viver, sermos seres normais, que fazem dos sete pecados, um costume, uma meta, uma vida. Devemos não nos importar com atos diferenciados, suspiros revolucionários, devemos sempre seguir a rotina. Devemos andar passo a passo, sem questionar nada, sem ler uma página antes da outra, sem derramar uma lágrima de depressão nas escrituras, devemos apenas andar de olhos atados, braços cruzados, mentes fechadas para o mundo, abertas somente para os sete, para os sete mestres que a mente humana foi capaz de dar a vida, dar a existência eterna e, que hoje, não conseguimos nos livrar. Devemos seguir a rotina, para assim, não apresentarmos risco algum ao comando dos analfabetos da vida e, que assim, o Teatro Capital sempre feche as cortinas com gloriosos aplausos da magnífica platéia.
Mais tarde descobrimos o nome do infeliz convidado, seu nome, era algo parecido com, Amor.
Cleyton Carlos
Escrito por TøN às 19h32
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Amar
"Faço-lhe uma pergunta:
O que é amar?
Se pararmos por um momento, veremos que nunca responderemos com palavras.
Amar incondicionalmente, gostar, estar junto.
Amar não é apenas dizer eu te amo.
É dizer com sinceridade.
Amar não é entregar uma rosa, presentear com uma jóia ou fazer sexo.
É oferecer a primavera, presentear com a felicidade e lembrar das datas especiais.
O amor não é uma dança que se faz sozinho ou em uma boate.
O amor é uma dança feita somente a dois e, que torna eterna qualquer música, ou mesmo o silêncio.
Mesmo sabendo que nada é eterno.
Compreensão, amizade, carinho, gratidão, isso é amar.
Esperar ansiosamente pelo telefonema, sentir saudades, gostar da presença.
Amar é sorrir sem vontade.
Viver em intensidade.
É andar de mãos dadas pelo parque, em uma bela tarde de segunda-feira.
Sentir o perfume inexistente, fazendo assim, lembrar instantaneamente a pessoa.
Sentir o conforto do abraço, mesmo a quilômetros de distância.
Amar é o beijo doce, o sorvete derretido, o filme sem graça, o cafuné inesperado.
É sempre encontrar um ombro para chorar, um amigo para sorrir.
Amar é caminhar pela estrada vazia e escura e, mesmo assim, enxergar tudo se sentindo protegido.
É confiar quando o ciúme não permite.
É abraçar quando as lágrimas são as únicas coisas em que acreditamos.
Amar é conseguir fazer seu pequenino coração se abrir, mesmo ele estando ferido e fechado.
É trocar momentos especiais, somente por momentos ou a vida toda.
Amar é assumir que sua falta dói, prejudica a alma.
É confessar que sem você há apenas uma simples existência, sem cores e formas.
Amar é aproveitar as circunstâncias, as instâncias.
Inventar desculpas para tocar no seu nome, para saber o que você está fazendo, ou tentar enganar o destino para apenas te cumprimentar.
Amar é ser silencioso quando a vontade é gritar.
É gritar quando devemos as palavras silenciar.
Amar é ser grato pela sua existência.
Amar é, acima de tudo, precisar dizer:
Eu te amo!"
Cleyton Carlos
Escrito por TøN às 07h50
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Beldades e verdades em realidades
“Beldades e beldades
Pela eternidade o mundo não irá compreender
Verdades e verdades
Você só ouve a verdade que te convém
Caminhando entre nuvens e passarelas de fogo
Queimando os pés a procura de teu corpo
O coração perdido nas ruas e avenidas
Nos cruzamentos sem sinais onde todos passam por cima
A alma em plena vontade de amar
Lábios com lábios necessitam se tocar
Dedos deslizantes
Sussurros ofegantes
O peito aquecido
O amor em sua mais bela forma de ser consumido
Olhos nos olhos
Os teus
Vitrines delicadíssimas
Os meus
Em lágrimas sorridentes
Palavras sendo exteriorizadas em vertentes
Passo a passo
Aproximo-me de você
De maneira ou de outra
Você finge não ver
Apenas escute
O silêncio sendo ferido
Apenas ouça
O soar de nossos corações
Não importa a distância
O passado e o futuro não possuem importância
Adentrei os sete mares
Percorri os céus por hectares
Por milhas e milhas andei
Para te reencontrar
E provar a certeza de te amar
Nossos corações já estão de mãos dadas
Nossas almas entrelaçadas
Já é tarde demais
O amor bate a porta querendo moradia
Não sei se é uma dádiva ou simples mordomia
Já estamos juntos
Tente essa realidade sentir
Eu te amo
De você nunca irei desistir”
por | Cleyton Carlos
Escrito por TøN às 01h00
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Propósito | por Cleyton Carlos
Sexta-feira, 14 de Maio de 2004. São exatamente 10 horas e 7 minutos da manhã. Uma manhã que começou garbosa, aparentemente com certa preguiça para acordar. Mas acordou, tinha que acordar. A manhã pelo menos tem um propósito, ou, uma obrigação, que é cobrir a nós com sua luminosidade e conforto, tanto nos dias frios ou quentes. Tanta graça e dedicação aos seres, e não é ao menos lembrada de sua fundamental existência, causando-lhe um sentimento de inexistência.
Sentimento cabido aos seres-humanos. Seres-humanos. Seres complexos, engraçados, fáceis, amorosos ou temidos. Estas são algumas das milhares de classificações que por séculos poetas, escritores, sociólogos e, porque não, os jornalistas, atribuem à humanidade. Talvez estes seres que se julgam estudiosos sobre o homem, onde procuram observar os seres humanos e, assim, desvendar-lhes mistérios, não sejam tão “superiores” assim. Talvez.
Hoje acordei e avistei uma manhã ensombrecida por uma delicada névoa pairada sobre o ar. Comecei a refletir sobre qual assunto poderia aderir para o primeiro parágrafo deste texto, no qual me chamou muito a atenção o termo “propósito”, fazendo assim, surgirem várias incógnitas sobre qual seria o nosso propósito.
Propositalmente deveríamos pensar ou agir? Somos “bombardeados” por milhares de informações diárias, informações equivocadas, mentirosas, desnecessárias, verdadeiras ou essenciais. Henry Waxman, Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Colin Powel, Tony Blair, Bush. Nomes essenciais contidos nas capas dos principais jornais e revistas do mundo, na mídia internacional, sem excluir, é claro, o súcubo do Tio Sam, o Brasil. Nomes que são citados diariamente sem ao menos pararmos pra pensarmos quem são seus donos. Informações que são apenas absorvidas sem qualquer espécie de “filtração” alguma, erguendo-se, assim, uma massa de cidadãos sem qualquer forma de opinião ou argumentação própria. Isso, pessoalmente, me irrita. Tal revolta é tanta, que faz qualquer cidadão que não queira ser domesticado pensar: “não quero ser igual a eles, mas, se eu não for, quem serei?”.
Em primeira análise, devo-lhes explicar, caros leitores – mesmo sendo poucos, são fundamentais para mim – o elixir deste texto. Pensei muito em como agir (escrever) hoje. Aliar pensamento e ação. Pensei comigo mesmo: “ninguém irá parar para ler mesmo, então, porque escrever?”. É a volta na história do início do texto, o sentimento de inexistência, ou melhor, da insignificância. É também, vontade desse artigo, integrar uma maneira diferente de observar as coisas (segundo parágrafo) com uma forma de querer mudar algo.
Frente ao exposto, não pensem que isso é uma forma de expressão de ceticismo. Com base em minha reflexão, percebo a evidência da expressão “viver é uma das coisas mais raras do mundo, pois, a maioria das pessoas só existe”. Creio ai, o porque do papel fundamental dos poetas, escritores, sociólogos e, porque não, dos jornalistas. Contento-me em ser apenas uma gota negra no enorme balde de tinta branca, contento-me em ser apenas uma pedra, ou, um pequeno espinho, que mais cedo ou mais tarde irá ferir alguém de cargo “governamental”. Certa vez, um homem (deixarei anônimo) me deu um “tapinha” nos ombros e me disse: não desista, vá em frente, lute e, acima de tudo, não seja mais um, faça a diferença!”. Creio este, ser meu papel.
P.S. ... uma manhã que começou garbosa, aparentemente com certa preguiça para acordar. Mas acordou, tinha que acordar. A manhã pelo menos tem um propósito, ou, uma obrigação, que é cobrir a nós com sua luminosidade e conforto, tanto nos dias frios ou quentes. Tanta graça e dedicação aos seres, e não é ao menos lembrada de sua fundamental existência, causando-lhe, um sentimento de inexistência. Mas continua firme, estando lá, todos os dias, quando o relógio desperta, quando o galo faz sua gloriosa cantoria, quando o sol já está com os olhos abertos, quando o pássaro pousa em nossa janela, e calmamente, com um sorriso e uma canção alegres, vem nos avisar que a vida é bela, que meu trabalho, continua.
Escrito por TøN às 11h55
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CoLuNaS
Hollywood tem concorrência: O Cinema "BB" - Bush & Bin -
Pronto. Hoje mais uma cena do longa-metragem da guerra (que aliás, é bem longo mesmo) foi produzida pela belíssima organização cinematográfica – e terrorista – de Bin Laden. Mais um civil americano degolado (mesmo sendo um civil americano, ele pode ser inocente), um cidadão morto em frente a uma câmera, pagando a dívida que os diretores Bush e Bin Laden estão realizando e que não estão conseguindo quitar. Segundo os terroristas, a morte desse civil foi uma resposta vingativa às brutalidades cometidas pelos soldados americanos e britânicos com os presos no Iraque. Um filme sensacional, pra crítico nenhum apontar defeito, com efeitos especiais de guerra, caças milionários, torturas, sangue, muito sangue e, principalmente, muito sexo, sexo dos mais variados tipos: homens nus em pirâmides, soldados violentando mulheres, homens nus amarrados, soldados com meninas de 12 anos.
Violência respondida com violência. Violência gerando mais violência. Violência que é a pura e simples essência da guerra, aliada agora com sexo de ocidentais com orientais. Ademais, não podemos nos esquecer de mencionar o porque que tal filme irá marcar – a fogo – o coração da história da humanidade. Por um lado, o diretor americano especializado em filmes de guerras, W. Bush, aliando sexo, sangue e guerra com o capitalismo, controlando – mesmo dizendo que não – a parte “ativa” do sexo e na “doação” de civis aos terroristas (já que foi ele o pioneiro da guerra do Iraque). Do outro, nosso querido representante bélico do oriente, Bin Laden, integrando sexo, sangue e guerra ao nome de Deus, sendo do lado “passivo” do sexo e autor das mortes dos civis.
Mas, como toda superprodução cinematográfica, há alguns problemas, e nesse filme, como, por exemplo, gastam-se milhões ao invés de se ganhar, as mortes são reais, as garotas de 12 anos realmente são garotas de 12 anos, e as mulheres violentadas ou o sangue derramado, também são reais.
P.S. Porém, o único problema que realmente parece preocupar os diretores é quanto ao nome do longa, existem centenas de opções como “Deus x Capitalismo”, “Guerra no Iraque”, “Al-Quaeda: A Revanche”, ou, simplesmente, uma opção que está tomando conta das opiniões dos seres do mundo, um longa chamado “Vergonha”.
Cleyton Carlos – colunista do Pøetas dø Røck
Escrito por TøN às 02h31
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CoLuNaS

Começo o dia em LUTO. Não porque tal time perdeu no campeonato. Não porque faltam apenas 100 dias para as Olimpíadas na Grécia e já ocorrem atentados criminosos. Muito menos porque aquele saco de farinha (um argentino que recuso dizer o nome) voltou mais uma vez para a clínica. Eu poderia começar o dia em LUTO por pensar que a "maior democracia do mundo" (um país capitalista e que também recuso dizer o nome) foi acusado de atrocidades, torturas e humilhações com presos na terra do sangue negro. Poderia. Começo o dia em LUTO por pensar que a PRÓPRIA instituição que acusou a "maior democracia do mundo" de cometer tais crimes está na primeira página do El País desta sexta-feira com esta notícia:
El País
Otan e ONU praticam exploração sexual em Kosovo, diz anistia
Autoridades escravizam mulheres, algumas com 12 anos, sem sofrer qualquer punição
Eles têm imunidade geral e se beneficiam dela. Membros da polícia da missão da ONU em Kosovo - Unmik na sigla em inglês - e forças da Otan na mesma província sérvia - Kfor - participam da exploração sexual de mulheres sem sofrer qualquer punição, denunciou nesta quinta-feira (06/05) o diretor da seção espanhola da Anistia Internacional (AI), Estebán Beltrán.
"Enquanto os policiais e os soldados gozam de impunidade, um número difícil de calcular de mulheres e meninas, algumas com apenas 12 anos, se transforma em escravas, obrigadas a atender de dez a 15 clientes por dia", relatou Beltrán nesta quinta em uma entrevista coletiva.
Uma dessas mulheres foi obrigada a praticar sexo 2.700 vezes em um ano, muitas vezes em grupo e algumas sob a ameaça de uma pistola. Quase a metade delas sofre espancamentos ou violações por parte de seus chefes. Muitas mulheres são obrigadas a manter relações sem qualquer tipo de proteção.
"Primeiro nos mandam despir e ficar só com a roupa íntima, para nos olhar bem e ver como estamos. Se você tem um bom corpo e eles gostam de você, então a compram. Para eles éramos como um pedaço de tecido, como um trapo", relata uma mulher sobre como foi comprada para depois ser prostituída em Kosovo.
P.S. É sr. Bush. A coisa está ficando feia pro seu lado. Você tem o que pra me dizer agora? Vai fazer mais um "discursinho" meloso e achar que tudo está bem? Tem até gente te gozando já (um outro membro daquele país capitalista, é candidato à presidência, disse em discurso político que ele como presidente não será o último a saber destas coisas). Uma vergonha. Aliás, pros leitores mais "lerdinhos", o LUTO aqui não se refere necessariamente morte física, mas sim, o assassinato da dignidade.
Cleyton Carlos - colunista do Pøetas dø Røck
Escrito por TøN às 07h22
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3 de Maio - Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

"Quando censuramos a nós próprios, achamos que mais ninguém tem o direito de nos censurar"
Oscar Wilde
“Peço.
Peço a todos.
Imploro.
Exijo.
Manifesto.
Olho.
Choro.
Digo.
Informo.
Sou informado.
Trabalho para isso.
Estudei para isso.
Não vivo sem isso.
Manipulo.
Sou manipulado.
Acerto.
Erro.
Evidencio a verdade.
Oculto a mentira.
Necessito de liberdade.
Necessito libertar.
Utilizo a imprensa.
Utilizo o comunicar.
Mato a proibição.
Sou parteiro da informação.
A palavra é a minha arma.
É com ela que eu disparo”.
Cleyton Carlos
P.S. "Dedico a todos os pofissionais envolvidos com os meios de comunicação voltados para o bem da sociedade, evidenciando , os jornalistas, não por mérito superior, mas sim, por ser o meio que futuramente irei pertencer. Dedico aos profissionais da informações que foram reprimidos, massacrados, humilhados ou mortos em pleno trabalho de informar".
Escrito por TøN às 03h18
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" ... a perfeição atravessa discretamente profundos olhares secretos, a alma suspira a renovação do corpo, a vida retoma todas as suas formas, o absoluto, simples como amar, simples como dizer eu te amo ... "
Cleyton Carlos
P.S. "Obrigado por existir".
Escrito por TøN às 22h20
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O Último Poeta
“Em pleno garboso escurecer do dia
A música é tocada leve, triste e friamente
Em becos escondidos do cotidiano da vida
A canção é absorvida pelo coração e refletida na mente
Por séculos as eras foram generosas em atitudes
De Cervantes a Shakespeare nos presentearam
Nos encantamos com seus textos e formosas magnitudes
Porém tais sepultamentos o amor calaram
As novas canções não soam mais a mesma linguagem e sintonia
Digladiam-se entre o amor e o esquecer do nobre sentimento
Formando desse conflito uma desagradável monotonia
A poesia, caindo em profundo esquecimento
A poesia não possui mais o poeta
O poeta não possui mais a ideologia
A ideologia não pertence mais nem ao tradicional profeta
O profeta, inclui-se, na nova profecia
A nova profecia onde é vergonhoso amar
Ou uma lágrima de amor derrubar
A nova profecia onde o homem já não ama ou pensa
A nova profecia onde a verdade não compensa
Talvez eu seja o único, o último poeta existente
Solitário nobre ser amante
Talvez o romantismo esteja em meu inconsciente
Na esperança de não ser mais um em consoante
O último poeta
Que aos novos tempos irá sempre descordar
O último poeta
Que se recusa palavras por moedas trocar
O último poeta
Que irá pela eternidade lembrar
O último poeta
Que tradicionalmente irá finalizar
Não importa os tempos, acontecimentos, canções ou preocupações
Eu te amo, e sempre vou te amar”
Cleyton Carlos
P.S. "Dedico este poema à você, Bruna, te agradeço por fazer parte das minhas melhores lembranças e, por ter sido parte inesquecível da minha vida. Eternos namorados, lembra?".
Escrito por TøN às 04h37
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